terça-feira, 7 de maio de 2024

  

 

 

 

  

Sobre o Alzheimer

 

vale a pena ler mesmo que você não tenha este

problema na família.


Um senhor com Alzheimer, ele, que durante toda vida

se dizia 'o Infalível. O nome do músculo do pescoço

que aprendeu quando tinha treze anos e que nunca

mais esqueceu: esternocleidomastóideo.


O diagnóstico médico ainda não é conclusivo, mas,

para mim, basta saber que ele esquece o seu nome 

e não consegue terminar uma frase, nem controla

 mais suas funções fisiológicas, e tem os famosos

 delírios paranóicos comuns nas demências tipo

 Alzheimer.

Aliás, fico até mais tranquilo diante do 'eu não sei

 ao certo' dos médicos; prefiro isso, estou

absolutamente certo de que.... frase que me dá

 arrepios.
E o que fazer... para evitarmos essas drogas?
Como? Lendo muito, escrevendo, buscando a clareza

das, criando novos circuitos neurais que venham a

substituir os afetados pela idade e pela vida sem

sentido.
Meu conselho: é para vocês não serem infalíveis

como esse pobre senhor! Não cheguem ao topo,

nunca, pois dali só há um caminho: descer.

 Inventem novos desafios, façam palavras cruzadas,

 forcem a memória, não só com drogas (não nego a

sua eficácia, principalmente as neotrópicas), mas

correndo atrás dos vazios e lapsos.

Eu não sossego enquanto não lembro do nome de

 algum velho conhecido, ou de uma localidade onde

estive há 60 anos.. Leiam e se empenhem em

entender o que está escrito, e aprendam outra língua,

 mesmo aos sessenta anos.

Coloquem a palavra FELICIDADE no topo da sua lista

 de prioridades: 7 de cada 10 doentes nunca ligaram

 para essas 'coisas' e viveram vidas medíocres e

 infelizes - muitos nem mesmo tinham consciência

disso.

Mantenha-se interessado no mundo, nas pessoas,

no futuro. Invente novas receitas, experimente (não

gosta de ir para a cozinha? 
 Lutem  sempre, por uma causa, por um ideal, pela

felicidade. Parodiando Miaskovski, que disse 'melhor

morrer de vodca do que de tédio', eu digo: melhor

morrer lutando o bom combate do que ter a

personalidade roubada pelo Alzheimer.
Uma descoberta dentro da Neurociência vem 

revelar que o cérebro mantém a capacidade 

extraordinária de crescer e mudar o padrão de

 suas conexões.

Uma nova forma de exercício cerebral projetada

 para manter o cérebro ágil e saudável, criando 

novos e diferentes padrões de atividades dos 

neurônios emseu cérebro. Cerca de 80% do nosso 

dia-a-dia é ocupado por rotinas que, apesar de terem a

 vantagem de reduzir o esforço intelectual, escondem

 um efeito perverso; limitam o cérebro.

Para contrariar essa tendência, é necessário praticar 

exercícios 'cerebrais' que fazem as pessoas pensarem

 somente no que estão fazendo, concentrando-se na

tarefa. O desafio da NEURÓBICA é fazer tudo aquilo

 que contraria as rotinas, obrigando o cérebro a um 

trabalho adicional. Tente fazer um teste:

- use o relógio de pulso no braço contrário;
- escove os dentes com a mão contrária da de c

costume;
- ande pela casa de trás para frente; (vi na China

o pessoal treinando isso num parque);
- vista-se de olhos fechados;
- estimule o paladar, coma coisas diferentes;
- veja fotos de cabeça para baixo;
- veja as horas num espelho;
- faça um novo caminho para ir ao trabalho.

A proposta é mudar o comportamento rotineiro!
Tente, faça alguma coisa diferente com seu outro

lado e estimule o seu cérebro. Vale a pena tentar!
Que tal começar a praticar agora, trocando o mouse

 de lado?

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