domingo, 5 de janeiro de 2020

Quase todos provérbios, aforismos ou adágios


 A ambição cerra o coração.
 A pressa é inimiga da perfeição.
 Águas passadas não movem moinhos.
 Amigo não empata amigo
 Amigos amigos negócios à parte.
 Água mole em pedra dura, tanto dá até que fura.
 A união faz a força.
 A ocasião faz o ladrão.
 A ignorância é a mãe de todas as doenças.
 Amigos dos meus amigos, meus amigos são.
 A cavalo dado não se olha a dente.
 Azeite de cima, mel do meio e vinho do fundo,
 não enganam o mundo.
 Antes só do que mal acompanhado.
 A pobre não prometas e a rico não devas.
 A mulher e a sardinha, querem-se da mais pequenina.
 A galinha que canta como galo corta-lhe o gargalo.
 A boda e a baptizado, não vás sem ser convidado.
 A galinha do vizinho é sempre melhor que a minha.
 A laranja de manhã é ouro, à tarde é prata e à noite
mata.
 A necessidade aguça o engenho.
 A noite é boa conselheira.
 A ocasião faz o ladrão.
 A preguiça é mãe de todos os vícios.
 A palavra é de prata e o silêncio é de ouro.
 A palavras (ocas|loucas) orelhas moucas.
 A pensar morreu um burro.
 A roupa suja lava-se em casa.
 Antes tarde do que nunca.
 Ao rico mil amigos se deparam, ao pobre seus irmãos
 o desamparam.
 Ao rico não faltes, ao pobre não prometas.
 As palavras voam, a escrita fica.
 As (palavras ou conversa ...) são como as cerejas,
vêm umas atrás das outras.
 Até ao lavar dos cestos é vindima.
 Água e vento são meio sustento.
 Boi velho gosta de erva tenra.
 Boca que apetece, coração que padece.
 Baleias no canal, terás temporal.
 Boa fama granjeia quem não diz mal da vida alheia.
 Boa romaria faz, quem em casa fica em paz.
 Boda molhada, boda abençoada.
 Burro velho não aprende línguas.
 Burro velho não tem andadura e se tem pouco dura
 Cada cabeça sua sentença.
 Chuva de São João, tira vinho e não dá pão.
 Casa roubada, trancas à porta.
 Casarás e amansarás.
 Comeu o arto que o demo amaçou.
 Criou a fama, deite-se na cama.
 Cada qual com seu igual.
 Cada ovelha com sua parelha.
 Cada macaco no seu galho.
 Casa de ferreiro, espeto de pau.
 Casamento, apartamento.
 Cada qual é para o que nasce.
 Cão que ladra não morde.
 Cada qual sabe onde lhe aperta o sapato.
 Com vinagre não se apanham moscas.
 Coma para viver, não viva para comer.
 Com o direito do teu lado nunca receies dar brado.
 Candeia que vai à frente alumia duas vezes.
 Casa de esquina, ou morte ou ruína.
 Cada panela tem a sua tampa.
 Cada um sabe as linhas com se cose.
 Cada um sabe de si e Deus sabe de todos.
 Casa onde entra o sol não entra o médico.
 Cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a
 ninguém.
 Cesteiro que faz um cesto faz um cento se lhe
derem verga e tempo.
 Com a verdade me enganas.
 Com papas e bolos se enganam os tolos.
 Comer e o coçar o mal é começar.
 Devagar se vai ao.
 Depois de fartos, não faltam pratos.
 Deu às de vila diogo - fugiu.
De noite todos os gatos são pardos.
 Desconfia do homem que não fala e do cão que
 não ladra.
 De Espanha nem bom vento nem bom casamento.
 De pequenino se torce o pepino.
 De grão a grão enche a galinha o paparão.
 Devagar se vai ao longe.
 De médico e de louco, todos temos um pouco.
 Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és.
 Diz o roto ao nu 'Porque não te vestes tu?'
 Depressa e bem não há quem.
 Deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer.
 Depois da tempestade vem a bonança.
 Da mão à boca vai-se a sopa.
 Deus ajuda, quem cedo madruga.
 Dos fracos não reza a história.
 Em casa de ferreiro, espeto de pau
 Enquanto há vida, há esperança.
 Entre marido e mulher, não se mete a colher.
 Em terra de cego quem tem olho é rei.
 Erva daninha a geada não mata.
 Em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém
 tem razão.
 Em tempo de guerra não se limpam armas.
 Filho de peixe, sabe nadar.
 Gaivotas em terra, tempestade no mar.
 Guardado está o bocado para quem o há de comer.
 Galinha de campo não quer capoeira.
 Gato escaldado de água fria tem medo.
 Guarda o que comer, não guardes o que fazer.
 Homem prevenido vale por dois.
 Há males que vêm por bem.
 Homem pequenino ou velhaco ou dançarino.
 Ignorante é aquele que sabe e se faz de tonto.
 Junta-te aos bons, serás como eles, junta-te aos
maus, serás pior do que eles.
 Lua deitada, marinheiro de pé.
 Lua nova trovejada, 30 dias é molhada.
 Ladrão que rouba a ladrão, tem cem anos de perdão.
 Longe da vista, longe do coração.
 Mais vale um pássaro na mão, do que dois a voar.
 Mal por mal, antes na cadeia do que no hospital.
 Manda quem pode, obedece quem deve.
 Mãos frias, coração quente.
 Mais vale ser rabo de pescada que cabeça de
 sardinha.
 Mais vale cair em graça do que ser engraçado.
 Mais depressa se apanha um mentiroso que um
 coxo.
 Mais vale perder um minuto na vida do que a
vida num minuto.
 Madruga e verás trabalha e terás.
 Mais vale um pé no travão que dois no caixão.
 Mais vale uma palavra antes que duas depois
 Mais vale prevenir que remediar.
 Meu amigo não é o que pensa como eu mas o que
 pensa comigo!
 Morra o homem e fique a fama.
Morreu o bicho, acabou-se a peçonha.
 Muita parra pouca uva.
 Muito alcança quem não se cansa.
 Muito come o tolo mas mais tolo é quem lhe dá
 Muito riso pouco siso.
 Muitos cozinheiros estragam a sopa.
 Não há mal que sempre dure, nem bem que não
 se acabe.
 Nuvem baixa sol que racha.
 Não peças a quem pediu nem sirvas a quem serviu.
 Nem tudo o que reluz é ouro.
 Não há bela sem senão.
 Nem tanto ao mar nem tanto à terra.
 Não há fome que não dê em fartura.
 Não vendas a pele do urso antes de o mata.r
 Não há duas sem três.
 No meio é que está a virtude.
 No melhor pano cai a nódoa.
 Nem contas com parentes nem dívidas com
 ausentes.
 Nem oito nem oitenta.
 Nem tudo o que vem à rede é peixe.
 No aperto e no perigo se conhece o amigo.
 No poupar é que está o ganho.
 Não dá quem tem, dá quem quer bem.
 Não há sábado sem sol, domingo sem missa.
 nem segunda sem preguiça.
 O saber não ocupa lugar.
 Os cães ladram e caravana passa.
 O seguro morreu de velho.
 O prometido é devido.
 O que arde cura o que coça sara e o que aperta
segura.
 O segredo é a alma do negócio.
 O bom filho à casa retorna.
 O casamento e a mortalha no céu se talha.
 O futuro a Deus pertence.
 O homem põe e Deus dispõe.
 O que não tem remédio remediado está.
 O saber não ocupa lugar.
 O seu a seu dono.
 O sol quando nasce é para todos.
 O óptimo é inimigo do bom.
 Os amigos são para as ocasiões.
 Os opostos atraem-se.
 Os homens não se medem aos palmos.
 Para frente é que se anda.
 Pau que nasce torto jamais se endireita.
 Pedra que rola não cria limo.
 Para bom entendedor meia palavra basta.
 Por fora bela viola, por dentro pão bolorento.
 Para baixo todos os santos ajudam.
 Por morrer uma andorinha não acaba a primavera.
 Patrão fora, dia santo na loja.
 Para grandes males, grandes remédios.
 Preso por ter cão, preso por não ter.
 Paga o justo pelo pecado.r
 Para morrer basta estar vivo.
 Para quem é, bacalhau basta.
 Passarinhos e pardais, não são todos iguais.
 Peixe não puxa carroça,
 Pela boca morre o peixe,
 Perde-se o velho por não poder e o novo por não
saber.
 Pimenta no cu dos outros para mim é refresco
 Presunção e água benta, cada qual toma a que quer
 Pródigo é mau conselheiro.
 Quando a esmola é grande o santo desconfia
 Quem espera sempre alcança.
 Quando um não quer, dois não discutem
 Quem tem telhados de vidro não atira pedras
 Quem vai à guerra dá e leva.
 Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte,
 ou é tolo ou não tem arte.
 Quem sai aos seus não degenera
 Quem vai ao ar perde o lugar e quem vai ao vento
 perde o assento.
 Quem semeia ventos colhe tempestades
 Quem vê caras não vê corações
 Quem não aparece, esquece; mas quem muito
aparece,
 tanto lembra que aborrece
 Quem casa quer casa
 Quem come e guarda, duas vezes põe a mesa
 Quem com ferros mata, com ferros morre
 Quem corre por gosto não cansa
 Quem muito fala pouco acerta
 Quem quer festa, sua-lhe a testa
 Quem dá e torna a tirar ao inferno vai parar
 Quem dá aos pobres empresta a Deus
 Quem cala consente
 Quem mais jura é quem mais mente
 Quem não tem cão, caça com gato
 Quem diz as verdades, perde as amizades
 Quem se mete em atalhos não se livra de trabalhos
 Quem não deve não teme
 Quem avisa amigo é
 Quem ri por último ri melhor
 Quando um burro fala, o outro abaixa a orelha
 Quanto mais te agachas, mais te põem o pé em cima
 Quem conta um conto acrescenta-lhe um ponto
 Quem diz o que quer, ouve o que não quer
 Quem não chora não mama
 Quem desdenha quer comprar
 Quem canta seus males espanta
 Quem feio ama, bonito lhe parece
 Quem não arrisca não petisca
 Quem tem boca vai a Roma
 Quando o mar bate na rocha quem se lixa é o
 mexilhão
 Quando um cai todos o pisam
 Quanto mais depressa mais devagar
 Quem entra na chuva é pra se molhar
 Quem boa cama fizer nela se deitará
 Quem brinca com o fogo queima-se
 Quem cala consente
 Quem comeu a carne que roa os ossos
 Quem está no convento é que sabe o que lhe vai
 dentro
 Quem muito escolhe pouco acerta
 Quem nada não se afoga
 Quem nasceu para a forca não morre afogado
 Quem não quer ser lobo não lhe vista a pele
 Quem não sabe é como quem não vê
 Quem não tem dinheiro não tem vícios
 Quem não tem panos não arma tendas
 Quem não trabuca não manduca
 Quem o alheio veste, na praça o despe
 Quem o seu cão quer matar chama-lhe raivoso
 Quem paga adiantado é mal servido
 Quem parte velho paga novo
 Quem sabe faz, quem não sabe ensina
 Quem tarde vier comerá do que trouxer
 Quem te cobre que te descubra
 Quem tem burro e anda a pé mais burro é
 Quem tem capa sempre escapa
 Quem tem cem mas deve cem pouco tem
 Quem nasce torto, tarde ou nunca se endireita
 Quem tudo quer tudo perde
 Quem vai ao mar avia-se em terra
 Quem é vivo sempre aparece
 Querer é poder
 Recordar é viver
 Roma e Paiva não se fez em um dia
 Rei morto, rei posto
 Se em terra entra a gaivota é porque o mar a enxota
 Se sabes o que eu sei, cala-te que eu me calarei
 Santos da casa não fazem milagres
 São mais as vozes que as nozes
 Toda brincadeira tem sempre um pouco de verdade
 Todo o homem tem o seu preço
 Todos os caminhos vão dar a Roma
 Tristezas não pagam dívidas
 Uma mão lava a outra
 Uma desgraça nunca vem só
 Vão-se os anéis e ficam-se os dedos
 Vozes de burro não chegam aos céus
 Zangam-se as comadres, descobrem-se as verdade

Bebida milagrosa


Se o seu objetivo é ter uma excelente saúde
e um corpo cheio de vitalidade,...tome nota!
Esta bebida milagrosa já existia há muito
tempo, originalmente os médicos naturistas de
China recomendavam-na aos seus doentes.

Conhecemo-la graças ao Sr. Leafar que que
 não é uma celebridade pública, é um homem
normal como todos nós, que comprovou os
resultados desta bebida visto que se curou
da doença que padecia.

Este individuo tinha
 Câncer do pulmão e comenta
 que esta bebida lhe foi recomendada por um
famoso ervanário  da China.

Ele tomou esta bebida, diligentemente, durante
 3 meses e agora a sua saúde restabeleceu-se
durante esse tempo.
tanto assim que, por isso, a quis torná-la publica
 para dar a conhecer as maravilhas de uma 
alimentação saudável.

É um alimento ao alcance de todos com um
custo ínfimo.
Se padece de algum tipo cancro, ou qualquer outra
doença, para esta bebida milagrosa que protege 
o corpo do  Câncer
e outras doenças promovendo a cura.
Esta bebida milagrosa, segundo ele "trava"o
desenvolvimento das células cancerígenas.

De que é feita?
A fórmula é muito simples,
 necessita somente:

1 Beterraba
2 Cenouras
1 Maçã
É tudo o que precisa para fazer.

Inutilizar telemóveis roubados

Como se "vingar"de quem te rouba o telemóvel... Quando
roubam um telemóvel, sabemos que recuperá-lo é quase
impossível. Os ladrões conseguem vende-los rapidamente.
A experiência é muito desagradável, mas as operadoras
 telefónicas pouco se importam com quem está o telemóvel.
que a operadora quer é consumo. Porém, existe algo muito
 interessante que vocês devem conhecer e é a forma de se
do ladrão que te roubou. Todos os telemóveis GSM (ou seja
 que tem cartão ou chip) têm um registo de série único que
em nenhum telefone a nível mundial se repete e que se 
chama:
 IMEI. As operadoras, como é lógico, não o têm registado
 para te ajudar. Só os donos do aparelho podem ter acesso 
ao código.
Para obtê-lo digitem como número de chamada: *#06# 
só isso e NÃO PRESSIONE NENHUMA TECLA. No ecrã
 aparecerá o código IMEI. Anote-o e guarde o num lugar
 seguro.
 Se te roubarem o telemóvel, ligue para a operadora e 
indique o código IMEI.
 O telemóvel será bloqueado completamente
 e mesmo que o ladrão mude de cartão ou chip, não poderá
 usá-lo para fazer chamadas. Provavelmente não recuperas
mais o teu telemóvel, mas pelo menos terás a certeza de
quem o tiver roubado não poderá utilizá-lo nunca. Se todos
 nós soubéssemos disto, o roubo de telemóveis diminuiria
 porque não teria sentido roubar um aparelho que não
 funciona

Esta é uma pura realidade dos tempos actuais


Um transmontano da região do Vale da
 Vilariça  que vive em Lisboa deu uma
resposta em relação à intenção de alguns
estudantes do seu país de fazerem "greve
 às aulas, pelo clima".
 Disse-lhes:
- Jovens, vocês são a primeira geração
 que possui aparelhos de todo o tipo
de ar condicionado em cada sala de aula,
os vossos deveres são todos feitos em
computadores, vocês têm um televisor
em cada sala, passam os vossos dias a
usar aparelhos electrónicos… em vez
de irem a pé para a escola, como ele foi
que andava todos os dias a pé oito
quilómetros  quer chovesse quer fizesse
 frio. Vocês utilizam uma frota de meios
 motorizados de transporte que entopem
as vias públicas.
Vocês são os MAIORES CONSUMIDORES
 de bens de consumo de toda a História,
 comprando compulsivamente as roupas
mais caras para serem "trendy" (andar
na moda)
 O vosso protesto é divulgado através
de meios digitais e electrónicos…
 Por isso, antes de protestarem,
desliguem os vossos ares condicionados,
 vão a pé para a Escola, desliguem os
vossos telemóveis e leiam um livro,
façam vocês mesmos uma sanduíche
em vez de comprarem comida enlatada
 “Can food “!
Mas, como é óbvio, não farão nada
disso porque vocês são egoístas, mal-
educados, manipulados pelas pessoas
que os usam, proclamando ter uma
causa nobre enquanto se refastelam
no luxo ocidental mais desenfreado.
Acordem, amadureçam e fechem
o corta-palha!...
Repensem em todos os factos antes de
protestarem.


quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Poema sobre a gerontologia e tanatologia


Os anos vão subindo e o tempo avança
Que é a natureza própria da vida humana
O tudo começa e acaba amizades, esperança
Na velhice já tudo nos confunde e engana

                                                 
O ser humano é forçado para a mudança
A idade altera funções e o discernimento
Todos entramos na inefável contra dança
Que nos traz declínio solidão e sofrimento

                                                 
Acabam as alegrias, diminuem as paixões
Mudam os hábitos e fisionomia o retrato
Tudo muda na vida até as grandes ilusões

                                                
É a vida peregrina comum a todos os seres
Todos na partida para o Além só levam o fato
Deixam tudo, a família, os amigos e haveres










Lisboa a cidade muito importante antes do terremoto 1755


Lisboa chegou a ser considerada uma “segunda Roma”, com uma
igreja ou convento em cada esquina. Muitos destes monumentos
desapareceram no terramoto de 1755, outros foram reconstruídos,
por isso a maioria das igrejas da cidade data dos finais do século
XVIII. Os interiores refletem os estilos e o gosto da época, um
gosto muito português, em que a talha dourada se mistura com
painéis de azulejos azuis e brancos.
Os mais belos exemplos encontram-se muitas vezes onde menos
se espera, escondidos em conventos ou nas igrejas mais
pequenas:

1 | Igreja de Santa Maria de Belém »
O abobadamento da igreja do Mosteiro dos Jerónimos é
considerado uma das mais impressionantes obras de arquitetura
de tecnologia gótica em toda a Europa. Classificado como
Património Mundial, todo o monumento é o mais notável feito da
arquitetura manuelina, com uma ornamentação que conjuga
símbolos religiosos e régios, e elementos naturalistas.
É nesta igreja que se encontram os túmulos de Camões e de
Vasco da Gama.

2 | Igreja do Convento da Madre de Deus »
O Convento da Madre de Deus é hoje o Museu Nacional do
Azulejo. A igreja é um dos monumentos mais extraordinários do
país, misturando o azulejo barroco, a talha dourada e a pintura em
tela. Os azulejos são da autoria de artistas holandeses e
portugueses, e as 20 telas no teto, que ilustram a vida da Virgem,
são do pintor Marcos da Cruz, criadas entre 1660 e 1670.

3 | Igreja de Santa Catarina »
Curiosamente, esta igreja é pouco conhecida e pouco visitada,
apesar de se encontrar às portas do Bairro Alto e de ser uma das
mais monumentais da cidade. O interior suntuoso é das obras
artísticas mais impressionantes de Lisboa, desde o estuque
rococó no teto à talha dourada completada em 1727.
Dois dos pintores mais importantes do século XVIII em Portugal,
Vieira Lusitano e André Gonçalves, foram os autores das pinturas
emolduradas pela talha.

4 | Igreja de São Roque »
Conhecida por ter a capela que muitos dizem ser “a mais valiosa
do mundo”, esta igreja tem das fachadas mais simples mas um
dos mais magníficos interiores de Lisboa. A tal capela é a de São
João Batista, encomendada em Roma em 1742, para ser trazida
peça por peça para Lisboa. É um tesouro considerado uma
verdadeira obra de arte total, pela riqueza dos materiais (marfim,
ágata, lápis-lazúli e ouro) e pela boa condução artística dos
trabalhos. As outras capelas são ricas em talha dourada,
mármore, azulejos e telas.

5 | Basílica da Estrela »
É um dos mais belos monumentos de Lisboa, por dentro e por
fora. Foi uma das últimas grandes igrejas barrocas, com um
interior coberto de mármore. É conhecida pelo seu enorme
presépio do escultor Machado de Castro, e pelo túmulo de Dona
Maria I.

6 | Igreja do Convento dos Cardaes »
A igreja do Convento dos Cardaes é um dos mais notáveis
exemplos do barroco português, misturando a talha dourada e a
azulejaria. Sobrevivente do terramoto de 1755, a igreja apresenta
um conjunto de onze painéis figurativos de azulejos a azul e
branco, da autoria do holandês Jan van Oort, datados de 1692. A
talha dourada emoldura oito telas de vários artistas da época.

7 | Igreja de São Miguel »
Apesar de se encontrar no coração de Alfama, por onde passam
muitos turistas, esta igreja abre apenas uma vez por semana, para
missa. Tem um dos mais belos e ricos interiores em talha
dourada, que cobre as paredes e o altar, e que emoldura pinturas
atribuídas a Bento Coelho da Silveira, pintor régio de D. Pedro II e
um dos mais conceituados artistas portugueses do século XVII.

8 | Igreja do Menino de Deus »
Teve porta aberta no dia em que completou três séculos, em julho
de 2011, mas esta igreja encontra-se sempre fechada. No
entanto, basta tocar a campaínha da porta ao lado, e terá acesso
ao belo interior. Mandada construir por D. João V em 1711, fica
quase escondida perto do castelo. Destaca-se pelo uso de
mármore e de outros materiais nobres, e serviu de modelo para
muitas outras construções barrocas pelo país.

9 | Igreja da Encarnação »
Das igrejas do Chiado, todas construídas ou reconstruídas depois
do terramoto de 1755, esta é a mais bela. É a reconstrução da
primeira inaugurada em 1708, e só ficou concluída em 1873. O
interior, revestido de mármores, apresenta elementos decorativos
rocaille, e uma escultura de Nossa Senhora da Encarnação do
escultor Machado de Castro. Os belos tetos, de telas pregadas
sobre madeira, foram pintados entre 1784 e 1824.

10 | Igreja dos Anjos »
É uma pequena igreja muito pouco conhecida, mas preserva um
dos mais valiosos interiores em talha dourada. É um interior do
século XVII, mas o edifício tem apenas um século, pois é a
reconstrução de uma igreja que teve de ser demolida para a
abertura da Avenida Almirante Reis. A talha dourada foi
cuidadosamente recolocada, preenchendo grande parte do
espaço.

Sete tribos decendentes de Portugueses


Estão espalhados um pouco por todo o mundo e são
a maior prova do legado dos Descobrimentos, quando
 os portugueses partiram para terras distantes em
 busca de glória e riqueza.
A grande maioria deles ainda fala crioulo de origem
portuguesa e ainda mantém vivas algumas tradições
 dos seus antepassados. É comum, em muitos locais,
 ainda cantarem em português e a religião católica é
outro factor que os une.
Existem muitas tribos e povos que descendem dos
portugueses, desde a América até à Ásia. Alguns
estão a desaparecer, outros ainda conseguem manter
viva a chama dos seus ancestrais e o amor por Portugal
 Descubra 7 tribos descendentes dos portugueses.
Lamno (Indonésia)
Os portugueses foram os primeiros europeus a chegar
 à Indonésia, no início do século XVI e, apesar de
 terem-se estabelecido sobretudo na região oriental do
país, alimentaram o sonho de controlar o comércio da
pimenta desde a zona estratégica do Norte da Samatra
 até ao mercado chinês.
Os portugueses da província indonésia de Aceh,
conhecidos localmente como “olhos azuis”, estão em
 risco de se extinguirem desde que o tsunami de 2004
 reduziu a comunidade de centenas de pessoas a
 menos de uma dezena.
Antes do tsunami, a comunidade teria talvez cerca
de 500 pessoas, enquanto que agora é difícil apontar
 um número, porque a região conta com descendentes
de outros europeus e árabes.
Bayingyis (Birmânia)
A hegemonia portuguesa no Índico e no Pacífico durou
 perto de um século e seria profundamente abalada
com a chegada dos holandeses àqueles mares.
Com a substituição da dominação portuguesa pela
holandesa – permanecendo nas terras que as viram
 nascer; deportados para outras paragens; ou forçados
 à emigração – as cristandades mestiças euro-asiáticas
 do Oriente talharam a identidade coletiva de cada uma
 que perdurou até aos nossos dias e que assenta em
 dois pilares principais: a religião católica e a língua
crioula.
Entre essas comunidades destaca-se a dos
 descendentes dos muitos soldados portugueses que
a época de Seiscentos lutaram ao lado dos soberanos
 de Ava e do Pegu, reinos da antiga Birmânia, ou que
faziam parte do pequeno exército de Filipe de Brito,
ou do seu companheiro de armas Salvador Ribeiro
de Sousa, senhores feudais em terras do Oriente,
ambos empossados com o título de ‘rei do Pegu’,
 e que são hoje conhecidos em Myanmar (atual
Birmânia) como os ‘bayingyis’.
Ziguinchor (Senegal)
A atual Ziguinchor remonta a uma feitoria fundada
pelos portugueses em 1645, na margem sul do rio
Casamansa. Segundo a tradição, o seu nome deriva
da expressão em língua portuguesa “cheguei e choram”
 uma vez que os nativos pensavam que os europeus
os vinham escravizar.
Subordinada à capitania de Cacheu, o seu objetivo era
 o comércio com o reino de Casamansa, um fiel aliado
 na região, descrito pelos cronistas coevos como o reino
 mais amigo dos portugueses ao longo da costa da
Guiné.
Nos censos de 1963, dos 42.000 habitantes de
Ziguinchor, 35.000, falavam o crioulo (83%), e 30.000
tenham o crioulo como língua materna (71,4%).
O crioulo de Casamansa é uma língua crioula baseada
 no português que é considerado um dialeto do crioulo
da Guiné-Bissau falado principalmente na região de
Casamansa no Senegal e também na Gâmbia.
Kristang (Malásia)
Os portugueses chegaram há quinhentos anos a
Malaca. A diáspora lusitana subsiste, com inusitado
 fulgor e entusiasmo, num pequeno bairro piscatório
malaio, onde se luta pela manutenção da cultura
portuguesa. Hoje e sempre.
Em Malaca (Melaka, i.e., “O Estado Histórico”), o
terceiro mais pequeno Estado da Malásia, existe um
 povo conhecido por Kristang (“cristão”), que descende
 dos portugueses e que sobrevive desde o século XVI
como uma pequena comunidade de cerca de 5000
pessoas.
A numerosa colónia luso-descendente não abdicou
da identidade cultural. Meio milénio após a chegada
 lusa e 370 anos após a sua partida, todos continuam
 a afirmar-se, orgulhosamente, portugueses, sem nunca
 terem pisado solo nacional. A cultura popular
portuguesa transmite-se de pais para filhos, por via oral.
Contam-se histórias, ensinam-se costumes e tradições,
 transmite-se «o portugis antigo», que falavam os
primeiros colonos, corrompido por séculos de
transmissão oral sem um único registo escrito ou
 resquício de ensino oficial.
Burghers (Sri Lanka)
Burgher é o nome pelo qual são conhecidos os
descendentes de portugueses e holandeses no
Sri Lanka. Os Burghers Portugueses são um grupo
 étnico do Sri Lanka descendentes de cingaleses
e portugueses, católicos e falantes do indo-português
 do Ceilão, uma linguagem crioula de origem
portuguesa.
Os Burghers portugueses são maioritariamente
descendentes de mestiços de origem portuguesa
e cingalesa, geralmente pai português e mãe
cingalesa ou mãe descendente de portugueses com
 pai cingalês. A sua origem remonta à chegada dos
 portugueses, após a descoberta do caminho marítimo
para a Índia, em 1505.
Quando os holandeses tomaram as costas do Sri
Lanka em 1656, antigo Ceilão Português, os
 descendentes dos portugueses refugiaram-se nas
 montanhas centrais do reino Kandyan, sob domínio
 cingalês.
Com o tempo descendentes de portugueses e holandeses
casaram entre si. Embora a língua portuguesa tivesse
sido banida sob o domínio holandês, estava tão difundida
como língua franca do índico que até os holandeses a
falavam. No Censo de 1981 os Burghers (holandeses
e portugueses) contavam cerca de 40.000 (0,3% da´
 população total do Sri lanka).
Numerosos apelidos de origem portuguesa permanecem
 até hoje, como Perera, Pereira, Abreu, Salgado,
Fonseca, Fernando, Rodrigo e Silva que se tornaram
 parte da cultura do Sri Lanka.
Korlai (India)
Korlai é uma aldeia que fica perto das ruínas da
antiga cidade fortaleza de Chaul construída pelos
 portugueses no séc. XVI, em 1534. Chaul foi uma
das cidades mais importantes e estratégias do
Império Português do Oriente, de tal forma que era
 uma cidade bem apetecida para os adversários d
os portugueses.
Os portugueses começaram a frequentar aquelas
águas a partir de 1501, com o apoio do potentado
local que se fizera vassalo do rei de Portugal para
 se livrar da influência do Samorim de Calecut.
A povoação conta com cerca de 900 falantes, no
entanto encontra-se ainda por estudar, pois ainda
não há nenhum estudo sobre a língua ou sobre os
 costumes deste povo.
A descendência de Korlai resulta da presença de
 soldados Portugueses que se casaram com as nativas,
 bem como um pequeno grupo de mulheres de Goa
 que se casaram com portugueses. Os seus
 costumes e tradições indicam essa origem e incluem
a religião cristã, a celebração de diversas festividades
 e até músicas populares.
Tugu (indonésia)
Não é fácil chegar a Tugu, a nordeste de Jacarta,
 capital da Indonésia. Mesmo ao fim-de-semana,
o trânsito que liga à aldeia é caótico, devido à
 proximidade do porto de Tanjung Priok, o
 principal do país, com cerca de 430 hectares..
Apesar dos inúmeros camiões que entopem a
 estrada principal, sente-se uma tranquilidade ao
chegar a Tugu, um ex-líbris de Portugal. Junto ao
 cemitério e à igreja branca datada do século XVII,
 há um espaço aberto e arvoredo que lembra o
 centro de algumas aldeias portuguesas, até pelos
 idosos que por ali vão deixando cair o tempo.

Os ancestrais dos tugu estão ligados aos escravos
 dos portugueses na Índia que foram levados para a
 Batávia, antiga Jacarta, por holandeses.
Ainda no século XVII, após o fim do império colonial
 português no Sudeste Asiático, chegaram àquela zona
 comerciantes, artesãos e aventureiros oriundos de
 Malaca, Ceilão, Cochim e Calecute. O cruzamento
entre os dois grupos fez nascer os chamados
“Portugueses Negros”, que tinham em comum a língua
 portuguesa e a religião cristã.